sábado, 10 de abril de 2010

Discursos de hoje foi o primeiro debate Dilma X Serra. Dilma "nocauteou" Serra.

Um debate virtual ocorreu hoje, através do confronto de dois discursos, dos dois presidenciáveis.

José Serra (PSDB/SP) discursou para elite demo-tucana emplumada, que pegou seus jatinhos e reuniram-se nos salões nobres de tapetes felpudos em Brasília, ao lado de FHC.

Dilma Rousseff (PT), discursou no Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, em São Bernardo do Campo, durante o Encontro em Defesa do Trabalho Decente, ao lado do presidente Lula.

José Serra (PSDB/SP) fez um discurso que só empolgou a revista Veja. Nem as Organizações Globo conseguiram se empolgar, de tão insosso e elitista que foi o discurso de Serra. Talvez quebrem a cabeça até de noite, para fazerem uma edição no Jornal Nacional com algum verniz capaz de "popularizar" Serra, ou tratem o assunto como cobrem "celebridades".

Mas o forte foi o confronto do conteúdo dos discursos e da atitude demonstrada.

Enquanto Serra age como um candidato a emprego que quer esconder de seu currículo os fracassos do passado, implorando para enxergarem nele apenas o "potencial para o futuro", Dilma fez questão de ir direta ao ponto, demonstrando seus princípios e compromissos com firmeza, convicção, crença e paixão pelo que fez, pelo que faz e pelo que vai fazer.

Nesse primeiro "debate", Dilma já nocateou Serra.

Confira abaixo o discurso de Dilma:

Companheiros e Companheiras do ABC.

Estou aqui hoje e quero aproveitar este momento para me identificar com maior clareza. Os da oposição precisam dizer quem são. Vocês sabem quem eu sou, e vão saber ainda mais. O que eu fiz, o que planejo fazer e, uma coisa muito importante, o que eu não faço de jeito nenhum. Por isso gostaria de dizer que:

1 Eu não fujo quando a situação fica difícil. Eu não tenho medo da luta. Posso apanhar, sofrer, ser maltratada, mas estou sempre firme com minhas convicções. Em cada época da minha vida, fiz o que fiz por acreditar no que fazia. Só segui o que a minha alma e o meu coração mandavam. Nunca me submeti. Nunca abandonei o barco.

2 Eu não sou de esmorecer. Vocês não me verão entregando os pontos, desistindo, jogando a toalha. Vou lutar até o fim por aquilo em que acredito. Estarei velhinha, ao lado dos meus netos, mas lutando sempre pelos meus princípios. Por um País desenvolvido com oportunidades para todos, com renda e mobilidade social, soberano e democrático;

3 Eu não apelo. Vocês não verão Dilma Rousseff usando métodos desonestos e eticamente condenáveis para ganhar ou vencer. Não me verão usando mercenários para caluniar e difamar adversários. Não me verão fazendo ou permitindo que meus seguidores cometam ataques pessoais a ninguém. Minhas críticas serão duras, mas serão políticas e civilizadas. Mesmo que eu seja alvo de ataques difamantes.

4 Eu não traio o povo brasileiro. Tudo o que eu fiz em política sempre foi em defesa do povo brasileiro. Eu nunca traí os interesses e os direitos do povo. E nunca trairei. Vocês não me verão por aí pedindo que esqueçam o que afirmei ou escrevi. O povo brasleiro é a minha bússola. A eles dedico meu maior esforço. É por eles que qualquer sacrifício vale a pena.

5 Eu não entrego o meu país. Tenham certeza de que nunca, jamais me verão tomando decisões ou assumindo posições que signifiquem a entrega das riquezas nacionais a quem quer que seja. Não vou destruir o estado, diminuindo seu papel a ponto de tornar-se omisso e inexistente. Não permitirei, se tiver forças para isto, que o patrimônio nacional, representado por suas riquezas naturais e suas empresas públicas, seja dilapidado e partido em pedaços . O estado deve estar a serviço do interesse nacional e da emancipação do povo brasileiro.

6 Eu respeito os movimenos sociais. Esteja onde estiver, respeitarei sempre os movimentos sociais, o movimento sindical, as organizações independentes do povo. Farei isso porque entendo que os movimentos sociais são a base de uma sociedade verdadeiramente democrática. Defendo com unhas e dentes a democracia representativa e vejo nela uma das mais importantes conquistas da humanidade. Tendo passado tudo o que passei justamente pela falta de liberdade e por estar lutando pela liberdade, valorizo e defenderei a democracia. Defendo também que democracia é voto, é opinião. Mas democracia é também conquista de direitos e oportunidades. É participação, é distribuição de renda, é divisão de poder. A democracia que desrespeita os movimentos sociais fica comprometida e precisa mudar para não definhar. O que estamos fazendo no governo Lula e continuaremos fazendo é garantir que todos sejam ouvidos.

Democrata que se preza não agride os movimentos sociais. Não trata grevistas como caso de polícia. Não bate em manifestantes que estejam lutando pacificamente pelos seus interesses legítimos.

Companheiras e companheiros,

Aquele país triste, da estagnação e do desemprego, ficou pra trás. O povo brasileiro não quer esse passado de volta.

Acabou o tempo dos exterminadores de emprego, dos exterminadores de futuro. O tempo agora é dos criadores de emprego, dos criadores de futuro.
Porque, hoje, o Brasil é um país que sabe o quer, sabe aonde quer chegar e conhece o caminho. É o caminho que Lula nos mostrou e por ele vamos prosseguir. Avançando.

Com a força do povo e a graça de Deus.



BRASIL UM PAÍS DE TODOS.

Dilma aos trabalhadores: "Eu não fujo da luta... não abandono o barco... não desisto na primeira dificuldade"

10 de abril de 2010

Dilma no ABC no encontro com trabalhadores das Centrais Sindicais:

"Acabou o tempo dos exterminadores do futuro!!"

"Nunca traí e nunca trairei o povo brasileiro!"

"Não fugi nem fujo da luta. Não abandono o barco na primeira, na segunda, na terceira ou em qualquer dificuldade".



Em Entrevista a rádio paulista, Dilma fala das obras do PAC em São Paulo, dos pedágios e prevenção a enchentes

10 de abril de 2010

Dilma Roussef (PT), participou ontem (9) do Programa Eli Correa, na Rádio Capital.

Ela conversou com o homem ‘sorriso do rádio’ e com o filho do radialista: deputado estadual Eli Correa Filho (DEMos!!!!).

Dilma começou sua conversa falando sobre as obras do PAC em São Paulo:

"O Rodoanel é uma obra que foi feita com a participação do governo federal. Na construção do trecho sul do Rodoanel nós colocamos R$1,2 bilhão de recursos do orçamento do governo federal... Outra obra que eu queria chamar a atenção, porque eu acho que também é muito importante, é o corredor Expresso Tiradentes. Nos trechos 1, 2 e 3, nós colocamos em torno de R$74 milhões. Além disso, temos vários gasodutos...

... Nós investimos ... em saneamento e habitação, em Paraisópolis, em Heliópolis... fizemos parceria com o governo do estado para recuperar as lagoas de Billings e Grarapiranga ...

Também fizemos esgotamento sanitário em Campinas, Guarulhos, Santos, Bertioga...
... nas nossas rodovias concedidas em São Paulo, BR-116 - São Paulo-Paraná, BR-381 - São Paulo-Minas Gerais, BR-158 São Paulo-Mato Grosso, tivemos obras significativas... a gente faz um tipo de concessão diferente, em que a tarifa não é alta, porque a gente não tira da obra o dinheiro para fazer a outra obra, porque se fizer isso, fica muito caro para as pessoas pagarem pedágio nas estradas.
... em Julho de 2009 nós selecionamos 41 projetos beneficiando 24 municípios do Estado de São Paulo, entre eles a capital, no que se refere a drenagem, principalmente para evitar os alagamentos ... inclusive colocamos no PAC 2, R$ 11 bilhões para proteção de encostas, alagamentos, contenção de enchentes, e todas essas obras para que a gente não tenha estas catástrofes que o Brasil vem experimentando nos últimos meses.

Sobre o Bolsa-família

"Não concordo de jeito nenhum (que o Bolsa Família seja assistencialista). Porque o Bolsa Família, que beneficia 12 milhôes de famílias, tem por objetivo criar um cordão de proteção. Não se pode esperar que a economia cresça para que depois a pessoa coma. Ela come todos os dias, de manhã, à tarde e à noite ...

...O governo do presidente Lula criou o programa Bolsa Família e demos para as pessoas um cartão, principalmente para as mulheres porque a gente sabe que a mulher pode ter qualquer problema, mas o filho vai estar sempre em primeiro lugar e vai ter acesso primeiro à comida e ao estudo. Tudo que a mulher tiver ela vai dar para o filho".

A pré-candidata do PT disse ainda que o Bolsa Família e as políticas sociais do governo Lula são qualitativamente melhores do que os governos anteriores:

"É uma diferença muito grande, não só de quantidade, mas de qualidade. Os nossos programas têm uma diferença qualitativa de tudo que foi feito no Brasil. Não unificamos o que existia só, nós colocamos muito mais dinheiro. Antes, faziam esses programas com muito pouco recurso e não dava para ninguém. Você não atendia a população que precisava. Uma dona de casa de quatro filhos não conseguia comprar, ou ela comprava comida, ou botijão de gás ou pagava passagem de ônibus".

A ex-ministra da Casa Civil salientou também que no caso do Bolsa Famílias há condicionantes como a exigência de vacinação das crianças e a matrícula na escola dos filhos. "Agora já temos efeitos disso. Mais de 24 milhões de braisleiros saíram da linha de pobreza e passaram a ter acesso ao que eles não tinha. Grande parte dessas pessoas são beneficiários do Bolsa Família", disse.



Dilma recebe apoio do PCdoB e reafirma que oposição age como "lobo em pele de cordeiro"

10 de abril de 2010


Dilma Rousseff recebe apoio do PCdoB e diz que oposição comporta-se como "lobo em pele de cordeiro", ao esconder suas verdadeiras intenções, pois quando estiveram no governo venderam patrimônio público a preço de banana.

O presidente Lula discursou e disse que na campanha aparecerá o preconceito contra mulheres, a ser vencido.



Dilma encontra Ségolène e ouve: "As mulheres podem vencer"

A ex-ministra e pré-candidata Dilma Rousseff e a socialista francesa Ségolène Royal (derrotada por Nicolas Sarkozy em 2007) se encontraram no final da tarde desta sexta-feira, no Hotel Royal Tulip, em Brasília. Com troca de afagos, as duas ressaltaram a importância dos projetos de esquerda para a América Latina e a possibilidade de as mulheres chegarem ao poder, tanto na França como no Brasil. No encontro privado, Ségolène afirmou que "uma campanha eleitoral é sempre difícil, mas a gente há de persistir, porque as mulheres podem vencer".


"Foi um conselho de uma mulher vitoriosa", retribuiu Dilma, diante de jornalistas. Ségolène destacou que as duas se conhecem desde o Fórum Social de Belém e... "Bien sûr", claro, ela apoia a campanha da petista.

Dilma traduziu as declarações da líder socialista. Vencedora nas eleições regionais na França - dura derrota para Sarkozy -, Ségolène destacou o programa presidencial de Dilma: "A eficácia econômica e social vão juntas. E isso está no programa de Dilma. Os valores humanos são superiores aos financeiros". Chamada de "candidata", a ex-ministra retificou: "Pré-candidata...".

Pela manhã, a petista se encontrou com o presidente eleito do Chile, Sebastián Piñera. "Foi um encontro muito interessante para manter o relacionamento estratégico do Brasil com o Chile e a Unasul. Em 15 de abril, ela deve ter outro encontro diplomático com o presidente da África do Sul, Jacob Zuma.Terra Magazine

Os amigos do presidente.


DILMA ROUSSEFF.

sábado, 10 de abril de 2010

Dilma pediu minuto de silêncio pelas vítimas das chuvas. Serra fez showmício com celebridades.

Dilma Rousseff (PT), abriu sua fala em evento de centrais sindicais, em São Bernardo pedindo um minuto de silêncio em homenagem às vítimas das chuvas no Rio de Janeiro.

No evento demo-tucano de lançamento da candidatura de José Serra (PSDB/SP), houve showmício, com show da cantora Elba Ramalho, e com a apresentadora de TV Ana Hickman como mestre de cerimônia.

Tudo bem que a vida tem que continuar, mas não custava nada os demo-tucanos terem um pouco de comedimento e reverência pelas vítimas.


O BRASIL TEM DONO SIM.

sábado, 10 de abril de 2010

Ao lado do PFL/DEM, Serra lança candidatura e diz que "Brasil não tem dono"

Privatizações

No encontro com sindicalistas, Lula falou do slogan tucano, ao afirmar que "esse País pode mais porque nós fizemos com que ele pudesse mais."

"O momento auspicioso foi quando o ex-governador de Minas Aécio Neves falou que é preciso reforçar as privatizações,(clique nas imagens abaixo) disse Lula; "Foi o maior aplauso na festa deles. Eu sinceramente não quero estes aplausos". "Se não fosse o Banco do Brasil, a CEF, o BNDES, nós teríamos sucumbido durante a crise no ano passado".

Dilma referiu-se às privatizações ao afirmar que não deixaria que o "patrimônio nacional seja dilapidado e partido em pedaços." "Não vou destruir o Estado, diminuindo seu papel a ponto de tornar-se omisso e inexistente", disse, voltando a chamar a oposição de "viúvas da estagnação".



"Brasil não tem dono"?

O Brasil tem dono sim; Pertence a todos nós brasileiros que aqui nascemos ou que adotaram como pátria.

Os amigos do presidente.


Isso, nós não queremos de volta...FHC chama aposentados de vagabundos

10-04-2010.



Jornal do Commercio - Recife, 12 de maio de 1998

FHC chama aposentados de vagabundos

RIO - O presidente Fernando Henrique Cardoso afirmou, ontem, que "pessoas que se aposentam com menos de 50 anos são vagabundos, que se locupletam de um país de pobres e miseráveis". Fernando Henrique defendeu a reforma da Previdência, que recentemente impôs uma derrota ao Governo, na Câmara, pelo voto equivocado do ex-ministro e deputado Antônio Kandir (PSDB-SP). "Quando se perde uma votação, parece que o mundo vem abaixo. Doce ilusão. Basta ter convicção, para entender o processo nacional e saber que o que se perde hoje, se ganha amanhã." Um dos pontos polêmicos da reforma da Previdência é justamente o que define os 65 anos como idade mínima para a aposentadoria.

Fernando Henrique aproveitou a cerimônia de abertura da 10ª edição do Fórum Nacional, no auditório do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), para fazer um balanço de seu Governo; rebater as críticas por ter optado pela economia, em detrimento das questões sociais; e apresentar a linha que marcará sua campanha pela reeleição.

NEO-REPUBLICANO - O presidente precisou de quase uma hora para apresentar a tese Uma utopia viável. "O que obviamente é uma contradição em termos, digo de antemão, antes que um cronista venha dizer que estou falando uma bobagem", ressalvou. A expressão, disse Fernando Henrique, foi retirada de livro do inglês Anthony Giddens, que propõe um modelo entre a esquerda e a direita, a chamada "terceira via". No discurso que levou para o BNDES, e acabou não lendo, empolgado com a chance de dar uma aula à platéia, Fernando Henrique classificava esse modelo de "neo-republicanismo", em oposição ao neoliberalismo.

SOCIAL - O discurso foi diferente do que marcou a campanha de 1994, quando a economia, por conta do combate à inflação, era o centro principal da disputa, deixando de lado as questões sociais. "Em primeiro lugar, na minha visão de Estado, vem a democracia; em segundo, a questão social; e, em terceiro, a economia, porque acho que esta deve ser mesmo a ordem das coisas."

"A pobreza e a miséria são hoje a nódoa do Brasil, como foi a escravidão no passado", disse o presidente, parodiando o abolicionista Joaquim Nabuco. "Isso me envergonha." O presidente aproveitou para mostrar que, nas áreas em que o programa Comunidade Solidária, conduzido por sua mulher, Ruth Cardoso, atua, houve redução da taxa de mortalidade infantil.

O presidente também fez uma leitura nova do problema do desemprego. "O nível de emprego no Brasil está crescendo, ao mesmo tempo em que há desemprego, porque a oferta de mão-de-obra vem crescendo. E isso porque estamos sofrendo o efeito do crescimento demográfico de há 20 anos, quando a taxa (de natalidade) se aproximava de 3%. Hoje, está em 1,4%. No Brasil do próximo século, haverá diminuição da oferta de mão-de-obra, se mantivermos e ampliarmos o nível de desenvolvimento. Não há porque ter medo do desemprego", concluiu. Link

Os amigos do presidente.

Serra avisa os gringos de olho no pré-sal: "O Brasil não tem dono"

10-04-2010.


Enquanto Lula e Dilma defendem que o Brasil e o pré-sal tem dono: é do povo brasileiro, José Serra (PSDB/SP) disse, em ato falho, em seu discurso de lançamento de candidatura que o "O Brasil não tem dono!".

Os "gringos" até esfregaram as mãos...

Aécio "levanta a bola" em defesa da privataria, e Lula corta

10-04-2010.


Ao lado de Dilma Rousseff (PT), o presidente Lula criticou neste sábado o discurso do PSDB durante o pré-lançamento do nome do José Serra (PSDB) para a corrida presidencial deste ano, realizado em Brasília.

Lula e Dilma participaram de um encontro de centrais sindicais promovido pelo Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, em São Bernardo (SP).

Estrategicamente, o presidente chegou ao evento por volta das 13h30, depois de ter acompanhado os discursos realizados pela oposição no evento na capital federal.

"Sou um homem de boa índole, mas em um momento auspicioso, o ex-governador de Minas (Aécio Neves) disse que eles (oposição) reforçariam as privatizações e foi muito aplaudido. Foi o momento de maior aplauso na festa dele. Eu não quero esses aplausos", disse Lula.

O presidente ainda mandou um recado para os adversários:

"Se não fosse o Banco do Brasil, a Caixa Econômica Federal e o BNDES, nós teríamos sucumbido à crise. Quem fala isso pensa que tem de entregar os dedos, porque os anéis entregaram há muito tempo".

Aécio Neves fez um verdadeiro "fogo amigo", quando defendeu em seu discurso em Brasília as privatizações realizadas nos oito anos da gestão de Fernando Henrique Cardoso, uma política mal avaliada pela população, pela má qualidade dos serviços prestados, pelas altas tarifas, e pela prejuízo ao erário com a venda de valioso patrimônio público a preço de banana. Leia mais aqui.

O povo quer saber: Tasso Jereissati (PSDB-CE) já devolveu o dinheiro da farra do jatinho ao cofre público?

10-04-2010.


A Folha (aqui) revelou que o senador Tasso Jereissati (PSDB-CE) utilizava verbas de passagens aéreas para fretar jatinhos, num valor total de R$ 469.068,54 de 2005 até o início de 2009.

Outros senadores defenderam Tasso, afirmaram ser tudo legal e também declararam fazer o mesmo. Heráclito Fortes (DEM-PI), atual primeiro-secretário do Senado, usou R$ 43.785. Mão Santa (PMDB-PI) gastou R$ 10.295. O ex-senador Maguito Vilela (PMDB-GO), quando ainda exercia o mandato, em 2005, usou R$ 18.125,24. Mário Couto (PSDB-PA) e Jefferson Praia (PDT-AM) também alugaram jatos, mas não se sabe quanto torraram de dinheiro público. Os dados são sigilosos

O que aconteceu?
Nada...Nada foi devolvido ao cofre público

Além de nada acontecer, hoje Tasso foi nomeado o cão de guarda de José Serra com a missão de atacar Dilma na campanha eleitoral. Vai funcionar assim: José Serra manda bater. Tasso parte pra cima de Dilma.Enquanto José Serra posa de bom moço frente as câmeras de TV



Discursos de hoje foi o primeiro debate Dilma X Serra. Dilma "nocauteou" Serra.

10-04-2010.

Um debate virtual ocorreu hoje, através do confronto de dois discursos, dos dois presidenciáveis.

José Serra (PSDB/SP) discursou para elite demo-tucana emplumada, que pegou seus jatinhos e reuniram-se nos salões nobres de tapetes felpudos em Brasília, ao lado de FHC.

Dilma Rousseff (PT), discursou no Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, em São Bernardo do Campo, durante o Encontro em Defesa do Trabalho Decente, ao lado do presidente Lula.

José Serra (PSDB/SP) fez um discurso que só empolgou a revista Veja. Nem as Organizações Globo conseguiram se empolgar, de tão insosso e elitista que foi o discurso de Serra. Talvez quebrem a cabeça até de noite, para fazerem uma edição no Jornal Nacional com algum verniz capaz de "popularizar" Serra, ou tratem o assunto como cobrem "celebridades".

Mas o forte foi o confronto do conteúdo dos discursos e da atitude demonstrada.

Enquanto Serra age como um candidato a emprego que quer esconder de seu currículo os fracassos do passado, implorando para enxergarem nele apenas o "potencial para o futuro", Dilma fez questão de ir direta ao ponto, demonstrando seus princípios e compromissos com firmeza, convicção, crença e paixão pelo que fez, pelo que faz e pelo que vai fazer.

Nesse primeiro "debate", Dilma já nocateou Serra.

Confira abaixo o discurso de Dilma:

Companheiros e Companheiras do ABC.

Estou aqui hoje e quero aproveitar este momento para me identificar com maior clareza. Os da oposição precisam dizer quem são. Vocês sabem quem eu sou, e vão saber ainda mais. O que eu fiz, o que planejo fazer e, uma coisa muito importante, o que eu não faço de jeito nenhum. Por isso gostaria de dizer que:

1 Eu não fujo quando a situação fica difícil. Eu não tenho medo da luta. Posso apanhar, sofrer, ser maltratada, mas estou sempre firme com minhas convicções. Em cada época da minha vida, fiz o que fiz por acreditar no que fazia. Só segui o que a minha alma e o meu coração mandavam. Nunca me submeti. Nunca abandonei o barco.

2 Eu não sou de esmorecer. Vocês não me verão entregando os pontos, desistindo, jogando a toalha. Vou lutar até o fim por aquilo em que acredito. Estarei velhinha, ao lado dos meus netos, mas lutando sempre pelos meus princípios. Por um País desenvolvido com oportunidades para todos, com renda e mobilidade social, soberano e democrático;

3 Eu não apelo. Vocês não verão Dilma Rousseff usando métodos desonestos e eticamente condenáveis para ganhar ou vencer. Não me verão usando mercenários para caluniar e difamar adversários. Não me verão fazendo ou permitindo que meus seguidores cometam ataques pessoais a ninguém. Minhas críticas serão duras, mas serão políticas e civilizadas. Mesmo que eu seja alvo de ataques difamantes.

4 Eu não traio o povo brasileiro. Tudo o que eu fiz em política sempre foi em defesa do povo brasileiro. Eu nunca traí os interesses e os direitos do povo. E nunca trairei. Vocês não me verão por aí pedindo que esqueçam o que afirmei ou escrevi. O povo brasleiro é a minha bússola. A eles dedico meu maior esforço. É por eles que qualquer sacrifício vale a pena.

5 Eu não entrego o meu país. Tenham certeza de que nunca, jamais me verão tomando decisões ou assumindo posições que signifiquem a entrega das riquezas nacionais a quem quer que seja. Não vou destruir o estado, diminuindo seu papel a ponto de tornar-se omisso e inexistente. Não permitirei, se tiver forças para isto, que o patrimônio nacional, representado por suas riquezas naturais e suas empresas públicas, seja dilapidado e partido em pedaços . O estado deve estar a serviço do interesse nacional e da emancipação do povo brasileiro.

6 Eu respeito os movimenos sociais. Esteja onde estiver, respeitarei sempre os movimentos sociais, o movimento sindical, as organizações independentes do povo. Farei isso porque entendo que os movimentos sociais são a base de uma sociedade verdadeiramente democrática. Defendo com unhas e dentes a democracia representativa e vejo nela uma das mais importantes conquistas da humanidade. Tendo passado tudo o que passei justamente pela falta de liberdade e por estar lutando pela liberdade, valorizo e defenderei a democracia. Defendo também que democracia é voto, é opinião. Mas democracia é também conquista de direitos e oportunidades. É participação, é distribuição de renda, é divisão de poder. A democracia que desrespeita os movimentos sociais fica comprometida e precisa mudar para não definhar. O que estamos fazendo no governo Lula e continuaremos fazendo é garantir que todos sejam ouvidos.

Democrata que se preza não agride os movimentos sociais. Não trata grevistas como caso de polícia. Não bate em manifestantes que estejam lutando pacificamente pelos seus interesses legítimos.

Companheiras e companheiros,

Aquele país triste, da estagnação e do desemprego, ficou pra trás. O povo brasileiro não quer esse passado de volta.

Acabou o tempo dos exterminadores de emprego, dos exterminadores de futuro. O tempo agora é dos criadores de emprego, dos criadores de futuro.
Porque, hoje, o Brasil é um país que sabe o quer, sabe aonde quer chegar e conhece o caminho. É o caminho que Lula nos mostrou e por ele vamos prosseguir. Avançando.

Com a força do povo e a graça de Deus.

José Serra é o próprio lobo em pele de cordeiro: foi reprovado na constituinte com nota 3,75

10-04-2010.

No lançamento da candidatura de José Serra (PSDB/SP) para trazer de volta o projeto neoliberal de FHC de volta à presidência do Brasil, o demo-tucano discursou sobre seu papel na Constituinte, dizendo: "Na Constituinte fiz a emenda que permitiu criar o FAT, financiar e fortalecer o BNDES e tirar do papel o seguro-desemprego..."

Há um pouco de usurpação nestas coisas aí em cima, mas o mais importante é o quê José Serra "esquece" de dizer no quanto atrapalhou o "seguro-EMPREGO".

Mas a gente lembra, resgatando essa nota aqui do blog:



O DIAP (Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar), publicou após a constituinte de 1988 uma avaliação dos parlamentares, de acordo com o posicionamento deles nas votações, contra ou a favor, aos interesses nacionais dos trabalhadores.

José Serra "tomou bomba". Foi reprovado ao receber nota de 3,75 (com notas variando de zero a 10).

A baixa nota significa que ele votou muito mais a favor do que queriam a elite dominante do poder econômico (da FIESP e da FEBRABAN), contrariando às reivindicações dos trabalhadores que votaram nele.

O tucano votou contra, ou, em outros casos, fugiu de votar, se abstendo ou faltando:

- contra a redução da jornada de trabalho para 40 horas;
- contra mais garantias ao trabalhador de estabilidade no emprego;
- negou seu voto pelo direito de greve (isso explica o forma ditatorial e violenta com que ele trata o funcionalismo quando recorre à greve);
- negou seu voto pelo abono de férias de 1/3 do salário;
- negou seu voto pelo aviso prévio proporcional;
- negou seu voto pela estabilidade do dirigente sindical;
- negou seu voto para garantir 30 dias de aviso prévio;
- negou seu voto pela garantia do salário mínimo real;
- votou contra a implantação de Comissão de Fábrica nas indústrias;
- votou contra o monopólio nacional da distribuição do petróleo;

A publicação do DIAP foi o livro "Quem foi quem na Constituinte". Na página 621 (figura no topo), tem este perfil de José Serra (PSDB/SP).

Como se vê, o demo-tucano já havia pulado para o lado da elite econômica já naquela época, e continuou e continua agindo como lobo em pele de cordeiro, enganando muita gente durante muito tempo, como se não fosse com ele as maldades demo-tucanas perpetradas contra o trabalhador, desde a constituinte, passando pelo governo FHC, e pelo governo municipal e estadual de São Paulo.

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010


OS CONSPIRADORES SE REUNEM.

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010
Direita midiática conspira em São Paulo

por Altamiro Borges,em seu blog

No dia 1º de março, no Hotel Golden Tulip, na capital paulista, as estrelas da direita midiática estarão reunidas num seminário cinicamente batizado de “1º Fórum Democracia e Liberdade de Expressão”. Não faltarão críticas a Conferência Nacional de Comunicação, sabotada pelos donos da mídia, e às idéias democratizantes do Plano Nacional de Direitos Humanos. O presidente Lula ficará com a sua orelha ardendo. Será rotulado de autoritário, populista e de outros adjetivos. O evento tentará unificar o discurso da mídia hegemônica para a disputa presidencial de 2010.

Os inscritos que desembolsarem R$ 500 poderão ouvir as opiniões de famosos reacionários sobre as “ameaças à democracia no Brasil” e as “restrições à liberdade de expressão”. Marcel Granier, dono da golpista e corrupta RCTV, que teve sua outorga cassada pelo governo venezuelano, fará a palestra de encerramento. A lista de palestristas convidados causa náuseas: o fascistóide Denis Rosenfield, o racista Demétrio Magnoli, o pitbul Reinaldo Azevedo, o bravateiro Arnaldo Jabor, o líder da seita xiita Opus Dei, Alberto Di Franco, além de vários comentaristas da TV Globo.

O sinistro Instituto Millenium


O evento, que tem o apoio da Associação Brasileira de Empresas de Rádio e Televisão (Abert) e da Associação Nacional dos Jornais (ANJ), é uma iniciativa do sinistro Instituto Millenium. Esta entidade reúne poderosos banqueiros, industriais e barões da mídia e pretende ser um centro de aglutinação dos defensores da “economia de mercado”, como descreve seu sítio. Ela é presidida por Patrícia Carlos Andrade, que foi analista dos bancos Icatu e JPMorgan, e é filha do falecido jornalista Evandro Carlos de Andrade, um dos mentores da Central Globo de Jornalismo.

O instituto não tem nada de neutro ou plural. É controlado pelas corporações empresariais. Entre os mantenedores estão Jorge Gerdau, o barão da siderurgia, Sergio Foguel, da Odebrecht, Pedro Henrique Mariani, do Banco BBM, Salim Mattar, do grupo Localiza, e Marcos Amaro, da TAM. O gestor do fundo patrimonial da Millenium é Armínio Fraga, o ex-presidente do Banco Central na era neoliberal de FHC. Os barões da mídia têm expressiva presença na entidade. Entre os dez principais mantenedores estão João Roberto Marinho, das Organizações Globo, e Roberto Civita, da Abril. Seu conselho editorial é dirigido por Eurípedes Alcântara, diretor de redação da Veja.

A resposta dos movimentos sociais

O repórter Adriano Andrade, num excelente artigo para o jornal Brasil de Fato, demonstrou que o Instituto Millenium representa a nata da direita brasileira. Patrícia Andrade chegou a assinar o “manifesto contra a ditadura esquerdista na mídia”, escrito pelo fascistóide Olavo de Carvalho. A entidade também promove anualmente o risível “dia da liberdade de impostos”. Para o repórter, a Millenium lembra duas instituições que tiveram papel de relevo na preparação do golpe militar de 1964 – o Instituto Brasileiro de Ação Democrática (IBAD) e o Instituto de Pesquisa e Estudos Sociais (IPES), ambos financiados pelo governo dos EUA e pelos grupos monopolistas nativos.

O evento de 1º de março bem que mereceria uma resposta organizada dos movimentos sociais, alvo das manipulações constantes da mídia hegemônica. O demonizado MST, as ridicularizadas centrais sindicais, a estigmatizadas entidades estudantis, além das forças opostas a todos os tipos de discriminação, como a de gênero e a racial, poderiam aproveitar este evento conspirativo da direita midiática para protestar contra a “criminalização dos movimentos sociais e pela autêntica liberdade de expressão”. Nada mais democrático do que protestar contra a ditadura da mídia.



Al Jazeera faz documentário sobre o pré-sal brasileiro.

Mundialmente notória por divulgar vídeos com mensagem do chefe da Al-Qaeda Osama Bin Landen, a rede de televisão Al Jazeera enviou, há quatro anos, um correspondente ao Brasil. O jornalista Deddah Abdallah já domina perfeitamente o português, assim como o cinegrafista Yacoub Mahmud. Eles estão trabalhando num documentário que tentará mostrar como a descoberta do pré-sal, que impressionou o mundo, pode mudar a realidade do País.Abdallah lembra que muitos países vivem a chamada "maldição do petróleo". Apesar de grandes produtores, não conseguiram converter esta riqueza em melhoria de vida para a sua população extremamente pobre. É o caso, por exemplo, da Nigéria, um dos gigantes na produção de petróleo.

Os dois estiveram na plataforma de Tupi para registrar os primeiros trabalhos na produção brasileira de pré-sal. Mas, antes estiveram em favelas de metrópoles como São Paulo e Rio de Janeiro e em bolsões de pobreza do Nordeste. "A idéia é mostrar se a descoberta de petróleo aqui terá um efeito diferente do que ocorreu na Venezuela, por exemplo. No Oriente Médio, há exemplos bons e ruins em diversos países. Mas, não creio que haja um caso exemplar no aproveitamento dessa riqueza",disse Abdallah.

Um dos exemplos de pobreza foi achado na rota do minério de ferro, no Pará. "É uma região muito rica, com bolsões extremamente pobres", disse. "De qualquer forma, a impressão é de que o Brasil está caminhando para um aproveitamento melhor do petróleo" I.T.

André.
Nelson Mandela seria considerado "terrorista" pelos padrões da imprensa e dos demo-tucanos brasileiros, porque lutou com armas, contra a ditadura racista da África do Sul

O herói da luta anti-Apartheid e primeiro presidente negro da África do Sul, Nelson Mandela, de 91 anos, participou na noite desta quinta-feira (11), no Parlamento sul-africano, da celebração do 20.º aniversário da sua liberação.

Das homenagens participaram diversos dirigentes do CNA (Congresso Nacional Africano), partido político de Mandela que continua vencendo as eleições até hoje, e era tratado como organização "terrorista" pela ditadura racista sul-africana.

O CNA fazia política com protestos e atos de desobediência civil, mas sem recorrer a luta armada até 1960. Passaram a recorrer às armas quando foram jogados na ilegalidade pela ditadura (para os negros) do apartheid, após o massacre de Sharpeville (21 de Março de 1960), quando a polícia sul-africana da ditadura racista atirou em manifestantes negros, desarmados, matando 69 pessoas e ferindo 180.

Em 1961, Mandela tornou-se comandante do braço armado do CNA, o chamado Umkhonto we Sizwe ("Lança da Nação", ou MK). Ele coordenou uma campanha de guerrilha e atentados (sabotagem) contra alvos militares e do governo.

Em 1962 Nelson Mandela tornou-se preso político por "subversão", por incentivar greves, entre outras coisas. Qualquer semelhança com Brasil da ditadura não é mera coincidência.

Em 1964 foi sentenciado novamente, dessa vez a prisão perpétua, por "terrorismo" (planejar ações armadas e sabotagem contra a ditadura do apartheid), tal como os brasileiros que lutaram contra a ditadura.

Recusando a oferta da ditadura racista de uma liberdade condicional em troca de desestimular a luta armada (Fevereiro de 1985), Mandela continuou na prisão e defendendo o combate, inclusive armado, à ditadura racista até Fevereiro de 1990, quando a campanha do CNA e a pressão internacional conseguiram que ele fosse libertado em 11 de fevereiro.

O CNA também foi tirado da ilegalidade.

Em 1993, o "terrorista" Mandela (pelos padrões da imprensa e dos demo-tucanos brasileiros), recebeu o Nobel da Paz.

Em Maio de 1994, o "terrorista" Mandela foi eleito presidente da África do Sul, na primeira eleição multirracial do país.

Zé Augusto.
Em busca de um escândalo

Por Carlos Bandeira

A terceira reunião da CPMI contra a Reforma Agrária já tinha terminado, no meio da tarde desta quarta-feira (10/2). Aí começou a guerra. Jornalistas com sede de sangue cercaram os parlamentares para fazer cobranças. Cadê o embate entre ruralistas e defensores da reforma agrária? E a quebra dos sigilos bancário, fiscal e telefônico das entidades dos trabalhadores assentados? A comissão não está muito morna? E a polêmica?

Em resumo: esperavam um espetáculo de mau gosto, que não aconteceu. Mesmo assim, quem ler os jornais terá um relato mais próximo do que aconteceu depois do encerramento da comissão.

Durante a sessão, o clima era outro. O relator Jilmar Tatto (PT-SP) apresentou uma proposta de aprovação de um bloco de 67 requerimentos, entre os 167 que foram apresentados pelos deputados e senadores. A proposta focava os requerimentos sobre questões administrativas, como a solicitação de documentos e de servidores públicos para compor a equipe do relator, e a convocação de pesquisadores da questão agrária, integrantes do governo e representantes das entidades de assentamentos.

Do lado dos ruralistas, houve pedidos para dar celeridade à investigação dos convênios e deixar de lado o debate sobre a questão fundiária. Do lado da reforma agrária, a defesa da discussão dos problemas estruturais do campo e da serenidade na investigação das entidades sociais. Apesar desses registros, não houve resistência dos parlamentares da CPMI, tanto que a proposta foi aprovada por unanimidade.

Não houve bate-boca nem exaltação. E os parlamentares elogiaram a proposta do relator. Onyx Lorenzoni (DEM-RS), vice-presidente da CPMI, segurou a turma dos ruralistas, mas não conseguiu impedir que aparecessem as suas diferenças. Durante a apresentação da proposta pelo relator, Lorenzoni saiu da mesa de condução dos trabalhos e foi até a terceira fileira passar orientações ao deputado Moreira Mendes (PPS-RO), que está entre os mais truculentos. No momento do debate, o deputado gaúcho fez sinal, com a mão espalmada, pedindo calma a Abelardo Lupion (DEM-PR), que simplesmente desistiu de se pronunciar...

No entanto, ninguém conseguiu acalmar os jornalistas que acompanharam a reunião. Eles demonstraram mais impaciência que os parlamentares ruralistas mais truculentos. Suas perguntas pareciam sair da boca de Lupion, que entrou mudo e saiu calado da sessão. Parece que CPI boa é aquela que gera manchetes e notícias de impacto - mesmo que não tenha nenhum resultado. Não importa o objeto em si, mas o impacto que pode criar na opinião pública. A repercussão é mais importante que os fatos.

Por isso, as reportagens denunciam que a CPMI está morna, com cheiro de pizza. Cobram a quebra de sigilo das entidades dos assentados. Assim, buscam criar um clima de impunidade na sociedade, incentivando cobranças de cabeças e escândalos, mesmo antes de começarem as investigações. Querem sangue, e quanto antes melhor. Até os ruralistas estão mais pacientes.

Requerimentos sobre desvios de verbas da CNA e suposta grilagem de Kátia Abreu

No entanto, a imprensa não faz menção aos requerimentos que pedem a investigação dos desvios da Confederação Nacional da Agricultura (CNA) e do Serviço Nacional de Aprendizado Rural (Senar), diagnosticados pelo Tribunal de Contas da União (TCU). Nada também sobre os requerimentos para investigar as terras tomadas de pequenos agricultores, em Tocantins, que foram para nas mãos da senadora Kátia Abreu (DEM-TO) – que mais uma vez estava ausente e deixou a CPMI órfã de mãe.

Podemos ficar bem tranqüilos. Se o Congresso Nacional conseguir manter o nível na execução das suas atividades, a imprensa vai pressionar como justiceiros e tomar uma posição mais conservadora que os parlamentares mais raivosos. Vamos esperar para ver nas próximas sessões dessa CPMI.
A imprensa mente, inventa,engana e manipula: Lula defende punição mais severa para corrupção e nega ter ficado chocado com a prisão de Arruda.

O Presidente Lula afirmou nesta sexta-feira que nãonão é vardade a notícia que a imprensa divulgou na noite de ontem em que ele teria ficado chocado com a prisão do governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda (ex DEM).

"Não fiquei chocado, fico chocado quando vejo as denúncias de corrupção, quando aparece o filme de Arruda recebendo dinheiro", disse Lula durante entrevistas a rádios de Goiás.

Lula disse ainda que a Polícia Federal não está mais disposta a fazer "pirotecnia" e defendeu a atitude de Arruda de se entregar. "Foi uma atitude correta de Arruda se apresentar, que sirva de exemplo para que a corrupção não se repita em lugar nenhum."

O Presidente disse ainda que encaminhou ao Congresso um projeto de lei que transforma crime de corrupção em crime hediondo. "Precisamos ser mais duros com a corrupção e com o corrupto e corruptor."

Sobre o pedido de intervenção federal no Distrito Federal, Lula afirmou que está nas mãos da Justiça. "Se a Justiça Federal decidir que haja intervenção, vai haver. Se não houver nenhuma acusação contra o vice Paulo Octácio DEM, é de direito que ele possa assumir e governar, o Presidente apenas espera que haja a decisão."

Se o Judiciário se manifestar pela intervenção, o governo federal "não terá dúvidas em colocar alguém para governar o Distrito Federal" disse Lula.

30Anos militante pelo Brasil.

O Partido dos Trabalhadores comemora hoje, 10 de fevereiro, o seu 30º aniversário de fundação, motivo de festa para milhões de brasileiros, entre filiados, militantes, simpatizantes e eleitores, que acreditam, apoiam e constroem um partido que se destaca no cenário político brasileiros na defesa das lutas sociais e populares mais importantes da nossa história recente.

Vários atos, manifestações e festas serão promovidas por diretórios estaduais e municipais pelo país afora e até mesmo no exterior.

As festividades oficiais de comemoração a tão importante data serão realizadas durante a realização do IV Congresso Nacional do PT que ocorrerá nos dias 18, 19 e 20 deste mês, em Brasília. Durante o Congresso, 1.350 delegados eleitos no último PED estarão reunidos para preparar o partido para mais um grande desafio: vencer as eleições de 2010 e dar continuidade ao projeto político iniciado pelo nosso presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Em artigo publicado nesta quarta-feira, o presidente eleito do PT,José Eduardo Dutra, e o presidente Ricardo Berzoini que deixa o cargo após quatro anos de gestão, exaltam a participação histórica do PT no processo de democratização do país e na construção de um Brasil melhor e mais justo para todos os brasileiros.

"Celebramos um partido democrático, popular e socialista que soube unir setores diferentes da esquerda democrática ", afirmam no texto.

Leia a íntegra do artigo:

PT, 30 ANOS MILITANTE PELO BRASIL

O PT completa hoje 30 anos. No dia 10 de fevereiro de 1980, gente das mais diferentes origens reuniu-se no colégio Sion, em São Paulo, para tomar a decisão que mudou a história política do Brasil. O PT na origem era um pequeno partido, com uma imensa vontade de crescer. O PT de hoje governa o Brasil, cinco Estados e mais de 500 prefeituras. Homenageamos todos os que tiveram a coragem de tomar essa decisão. Especialmente os que pagaram com a vida a determinação de lutar.

Três décadas construindo a democracia no Brasil, trajetória construída paulatinamente e marcada por luta pelos direitos sociais, defesa dos interesses nacionais, do desenvolvimento nacional e da integração latino-americana. No 30º aniversário, celebramos um partido democrático, popular e socialista que soube unir setores diferentes da esquerda democrática num projeto transformador da sociedade brasileira.

A ousadia de fundar um Partido dos Trabalhadores ocorreu num momento em que o sistema político bipartidário da ditadura estava esgotado, quando as lutas sociais, clamando por mudanças, exigiam novas opções partidárias. Sofremos críticas sobre supostas divisões no campo democrático, mas o tempo encarregou-se de confirmar a importância histórica do projeto do PT. Um partido que nasceu com um projeto de uma nova democracia política, oriundo das lutas sindicais e populares para construir um país justo e democrático, defensor de nossa soberania, de nossas riquezas e do interesse público.

A militância superou os desafios da montagem da estrutura do partido, enfrentando a legislação draconiana do governo militar. O partido cresceu de maneira orgânica e amadureceu até chegar à compreensão plena da importância estratégica das alianças, decisivas para quem quer realizar um projeto transformador.

Em sua trajetória histórica, como ente coletivo, o PT refletiu e mudou, mas nunca mudou de lado, como mostram as conquistas do governo Lula. Temos hoje 1 milhão e 300 mil filiados que acreditam no projeto e militam para que ele prossiga.

Um traço dessa história militante do PT é a capacidade de apontar para o partido e para a sociedade objetivos ousados, porém plausíveis. O crescimento do PT resultou de sua capacidade de construir suas teses a partir das lutas reais do povo. Como na Constituinte de 1987, uma pequena bancada de 16 deputados e nenhum senador se agigantou apoiada na mobilização popular.

Ao longo de sua trajetória, o PT soube usar essa característica para, com seus militantes, mobilizar e conquistar. Empunhamos bandeiras históricas, como a da luta pela terra, pela saúde, pela educação, pelo emprego, pelos direitos humanos, pela integração continental, pela defesa das minorias e contra a discriminação. Assim, superamos o dilema de ser partido de massas ou de quadros e nos fortalecemos como canal de representação e de participação de milhões de brasileiros.

Trinta anos de ampliação dos espaços de cidadania, rompendo com modelos populistas e com as fórmulas prontas -algumas importadas- para os problemas nacionais. Reinventamos o funcionamento do partido com as cotas de mulheres nas direções, os setoriais temáticos e as eleições diretas partidárias, o PED. O PT sempre valorizou o conceito de militância, grande insumo de nossa renovação.

Dessa forma avançamos, chegamos às prefeituras e aos governos estaduais, ampliamos as bancadas parlamentares e as bases sociais, até a vitória histórica de Lula em 2002. As grandes bandeiras de nossa luta foram materializadas no governo Lula, que colocou o Brasil no rumo da redução acelerada das desigualdades sociais e regionais, ampliando a renda interna, gerando um mercado de massas, criando empregos e políticas públicas transformadoras, arquivando a teoria do Estado mínimo, que tantos males causou ao Brasil.

O governo do PT mudou a imagem do país, levando-o a um novo patamar no cenário mundial. Lula é referência internacional.

Nossos militantes, com os partidos aliados, preparam-se agora para construir um programa que garanta as mudanças implementadas pelo governo Lula, aprovadas por mais de 80% da população, e apresente novas metas ao povo brasileiro. Desejamos consolidar o projeto democrático popular colocado em prática pelo governo Lula, mas aprofundando e acelerando os avanços conquistados.

Aos 30 anos, o PT olha para sua história com o orgulho de quem ajudou a construir a democracia e hoje lidera o governo mais popular da história do Brasil. Mas olhamos para a frente com a humildade de quem sabe que na política cada desafio vencido abre dezenas de novas responsabilidades.

Viva o PT!

José Eduardo Dutra é geólogo, ex-senador da República (PT-SE), ex-presidente da Petrobras, é o novo presidente do PT.

Ricardo Berzoini, 50, bancário e deputado federal (PT-SP), conclui hoje seu mandato de presidente do PT

Artigo publicado na coluna Tendências / Debates do jornal Folha de São Paulo, edição de 10/02/2010.

Na aberta campanha movida contra o governo Lula, intensificada nos últimos dias, ao mesmo tempo em que se empenha em ajudar a oposição, particularmente o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, o jornal dos Marinhos, O Globo, do Rio, não tem limites.

Diante da estratégia que será seguida pela candidata do presidente, do PT e aliados, Dilma Rousseff, de comparação entre os governos FHC x Lula na campanha eleitoral, o jornal apressou-se a fazer ele próprio esse trabalho. Claro que distorcendo tudo a favor dos tucanos e de FHC.
Na edição de ontem arrumaram vários "especialistas" para defender a tese do jornal e dos tucanos de que a comparação só pode ser feita se for levado em conta o "contexto" em que cada governo se desenvolveu e que portanto não deve ser feita se referindo-se a contextos diversos. Hoje utilizam a manchete "No mesmo campo", colocada na 1ª página, para dizer que "Lula não faz mais do que FH na reforma agrária".
Não é fato. Além de ter assentado 40 mil famílias a mais que o período FHC, na reforma agrária e na agricultura familiar, batemos de 10 a 0 nos tucanos, não apenas pelo aumento do crédito - multiplicado seis vezes, de R$ 2,5 bi no último ano de tucanato para R$ 15 bi atualmente - mas em todas as demais medidas atinentes às duas áreas.

Preso à sua sanha antigoverno, O Globo está atrasado em relação aos acontecimentos e consegue ser mais reacionário do que o Estadão. Enquanto este diz hoje que já estão em discussões mudanças "para retirar viés estatizante " do programa de governo de Dilma, o jornalão carioca diz que essa tendência está reforçada no futuro programa da futura administração.

Temos aí, então, O Globo em sua prática de jornalismo de mentira, de manipulação dos fatos e informações, fazendo política barata, de província, partidária, um jornal transformado em panfleto ideológico e num boletim de um grupelho político.

site: zé dirceu.

O Partido dos Trabalhadores e o Partido Socialista Brasileiro serão os partidos anfitriões da Sétima Conferência da Coordenação Socialista Latinoamericana (CSL), que será realizada nos dias 17 e 18 de fevereiro, em Brasília.

O evento ocorrerá nas dependências da Fundação João Mangabeira ( SHIS QI 05, conj. 02, casa 02 - Lago Sul ).

Confira a agenda da Conferência:

Quarta-feira, 17 de fevereiro

11h -13h - Credenciamento de delegados

14h - Abertura da Sétima Conferência da CSL.
- Palavras de boas vindas do PSB.
- Intervenção do Presidente e do Secretário Geral da CSL (ato público e com presença da imprensa).

15h -18h - Exposições e debate: A conjuntura latinoamericana e o papel do socialismo no século 21.

Quinta-feira, 18 de fevereiro

9h-12h - Exposições e debate: As experiências dos partidos socialistas nos governos e em sua luta pelo socialismo.

12h - Análise da situação orgânica e estatutária da CSL e designação de sua Direção.

Presenças confirmadas:

Argentina: Ruben Giustiniani, Secretário Geral do Partido Socialista Argentino

Brasil: Roberto Amaral, 1o. Vicepresidente e Coordenador de Relações Internacionais do PSB; Carlos Siqueira, 1o. Secretário Nacional e Presidente da Fundação João Mangabeira; Yara Gouvêa, membro da Secretaria de Relações Internacionais do PSB e da Fundação João Mangabeira; Adriano Sandri, membro da Fundação João Mangabeira; Marco Aurélio Garcia, Vicepresidente do PT; Valter Pomar, Secretário de Relações Internacionais do PT, Rosana Ramos, PT.

Chile: Dep. Fidel Espinoza Sandoval, Vicepresidente do PS; Concejal Juan Valdés, Vicepresidente do PS.

Equador: Silvia Salgado, Presidente do Partido Socialista-Frente Amplio; Victor Granda, Dirigente Nacional do PS-FA, Ex-Presidente e Ex-Secretário Geral da CSL; Hernán Rivadeneira, Ex-Secretário Geral da CSL; Carlos Pastor , Secretário Executivo do PS-FA; Germán Rodas, Secretário Geral da CSL.

Uruguai: Eduardo Lalo Fernández, Secretário Geral do Partido Socialista Uruguaio.

Convidados confirmados:

Brasil: Ricardo Abreu, membro da Comissão Internacional do PCdoB.

Equador: Manuela Gallegos, Coordenadora Internacional do PAIS.

Peru: Hilda Carrera, Área internacional do Tierra y Libertad.

República Dominicana: José Oviedo, do PLD.

SRI/PT

O Brasil está pronto para um novo ciclo de crescimento, afirma Lula.


O Brasil está com a casa arrumada, pronto para um novo ciclo de crescimento. A meta agora é terminar o ano com a certeza de que o projeto terá continuidade a partir de 2011, afirmou o presidente Lula em entrevista exclusiva por escrito à revista Voto, do Rio Grande do Sul, publicada na edição de fevereiro de 2010.

Segundo ele, a comparação de projetos estará presente na cabeça dos brasileiros quando eles forem escolher o seu sucessor nas eleições presidenciais deste ano e, na hora certa, “o eleitor vai saber quem tem mais afinidade com o projeto que está dando certo e quem não tem”.

"Tenho convicção de que fizemos muita coisa neste País. (…) Eleição é avaliação do governo, avaliação da oposição, dos partidos, dos candidatos, dos aliados e dos projetos para o país. Tudo isso tem um peso na cabeça do eleitor na hora de decidir o voto", afirmou o presidente.

Para Lula, o Brasil vive um momento extraordinário e pronto para um novo ciclo duradouro de crescimento acelerado. Graças ao PAC, afirmou, o País foi destravado. E uma das grandes responsáveis por isso, afirmou, é a ministra da Casa Civil, Dilma Roussef, que ajudou o governo a criar as condições necessárias para todos os avanços obtidos – principalmente quando comandou o Ministério de Minas e Energia.

A oposição, afirmou Lula, já deixou claro que não concorda com o projeto construído para o País. Então terá que dizer o que pretende mudar, avaliou:

"Eles vivem dizendo que o governo gasta muito, que precisa fazer choque de gestão. Onde vão cortar? Vão suspender a política de ganho real para o salário mínimo? Vão deixar de ouvir a sociedade nas conferências? Vão interromper a expansão de vagas em universidades para os mais pobres e os que moram no interior do país? Vão proibir a criação de escolas técnicas, como já fizeram? Vão diminuir as equipes de prevenção da saúde das famílias? Vão manter o Prouni, o Bolsa Família, os Territórios da Cidadania, o Minha Casa Minha Vida? Vão voltar a proibir o financiamento de obras de saneamento básico?"

"(…) Será que eles vão manter tudo ou vão voltar a falar que precisa privatizar, porque o governo só atrapalha e quem sabe fazer tudo é o setor privado? Porque, se for para manter como está, é melhor que seja com quem já está tocando os projetos e sabe como a coisa funciona", disse.

O presidente defendeu ainda uma Assembléia Constituinte exclusiva para tratar da reforma política. Só assim será possível vencer a resistência da maioria dos parlamentares, que “fica com medo de perder sua influência política com as novas regras”. O mesmo acontece com a reforma tributária, afirmou Lula.

"Todo mundo é a favor até aparecer o texto que vai a votação. Aí, um governador é contra uma parte, outro é contra outra parte, uma bancada quer colocar uma proteção aqui, outra quer tirar um incentivo ali, e ninguém chega a um acordo. A verdade é que todo mundo quer reduzir a carga tributária, mas ninguém quer correr o risco de perder receita. Então, espero que haja um amadurecimento dos parlamentares, dirigentes de partidos e governadores para termos condições de avançar mais nessas duas questões na próxima Legislatura".


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