sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010


OS CONSPIRADORES SE REUNEM.

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010
Direita midiática conspira em São Paulo

por Altamiro Borges,em seu blog

No dia 1º de março, no Hotel Golden Tulip, na capital paulista, as estrelas da direita midiática estarão reunidas num seminário cinicamente batizado de “1º Fórum Democracia e Liberdade de Expressão”. Não faltarão críticas a Conferência Nacional de Comunicação, sabotada pelos donos da mídia, e às idéias democratizantes do Plano Nacional de Direitos Humanos. O presidente Lula ficará com a sua orelha ardendo. Será rotulado de autoritário, populista e de outros adjetivos. O evento tentará unificar o discurso da mídia hegemônica para a disputa presidencial de 2010.

Os inscritos que desembolsarem R$ 500 poderão ouvir as opiniões de famosos reacionários sobre as “ameaças à democracia no Brasil” e as “restrições à liberdade de expressão”. Marcel Granier, dono da golpista e corrupta RCTV, que teve sua outorga cassada pelo governo venezuelano, fará a palestra de encerramento. A lista de palestristas convidados causa náuseas: o fascistóide Denis Rosenfield, o racista Demétrio Magnoli, o pitbul Reinaldo Azevedo, o bravateiro Arnaldo Jabor, o líder da seita xiita Opus Dei, Alberto Di Franco, além de vários comentaristas da TV Globo.

O sinistro Instituto Millenium


O evento, que tem o apoio da Associação Brasileira de Empresas de Rádio e Televisão (Abert) e da Associação Nacional dos Jornais (ANJ), é uma iniciativa do sinistro Instituto Millenium. Esta entidade reúne poderosos banqueiros, industriais e barões da mídia e pretende ser um centro de aglutinação dos defensores da “economia de mercado”, como descreve seu sítio. Ela é presidida por Patrícia Carlos Andrade, que foi analista dos bancos Icatu e JPMorgan, e é filha do falecido jornalista Evandro Carlos de Andrade, um dos mentores da Central Globo de Jornalismo.

O instituto não tem nada de neutro ou plural. É controlado pelas corporações empresariais. Entre os mantenedores estão Jorge Gerdau, o barão da siderurgia, Sergio Foguel, da Odebrecht, Pedro Henrique Mariani, do Banco BBM, Salim Mattar, do grupo Localiza, e Marcos Amaro, da TAM. O gestor do fundo patrimonial da Millenium é Armínio Fraga, o ex-presidente do Banco Central na era neoliberal de FHC. Os barões da mídia têm expressiva presença na entidade. Entre os dez principais mantenedores estão João Roberto Marinho, das Organizações Globo, e Roberto Civita, da Abril. Seu conselho editorial é dirigido por Eurípedes Alcântara, diretor de redação da Veja.

A resposta dos movimentos sociais

O repórter Adriano Andrade, num excelente artigo para o jornal Brasil de Fato, demonstrou que o Instituto Millenium representa a nata da direita brasileira. Patrícia Andrade chegou a assinar o “manifesto contra a ditadura esquerdista na mídia”, escrito pelo fascistóide Olavo de Carvalho. A entidade também promove anualmente o risível “dia da liberdade de impostos”. Para o repórter, a Millenium lembra duas instituições que tiveram papel de relevo na preparação do golpe militar de 1964 – o Instituto Brasileiro de Ação Democrática (IBAD) e o Instituto de Pesquisa e Estudos Sociais (IPES), ambos financiados pelo governo dos EUA e pelos grupos monopolistas nativos.

O evento de 1º de março bem que mereceria uma resposta organizada dos movimentos sociais, alvo das manipulações constantes da mídia hegemônica. O demonizado MST, as ridicularizadas centrais sindicais, a estigmatizadas entidades estudantis, além das forças opostas a todos os tipos de discriminação, como a de gênero e a racial, poderiam aproveitar este evento conspirativo da direita midiática para protestar contra a “criminalização dos movimentos sociais e pela autêntica liberdade de expressão”. Nada mais democrático do que protestar contra a ditadura da mídia.



Al Jazeera faz documentário sobre o pré-sal brasileiro.

Mundialmente notória por divulgar vídeos com mensagem do chefe da Al-Qaeda Osama Bin Landen, a rede de televisão Al Jazeera enviou, há quatro anos, um correspondente ao Brasil. O jornalista Deddah Abdallah já domina perfeitamente o português, assim como o cinegrafista Yacoub Mahmud. Eles estão trabalhando num documentário que tentará mostrar como a descoberta do pré-sal, que impressionou o mundo, pode mudar a realidade do País.Abdallah lembra que muitos países vivem a chamada "maldição do petróleo". Apesar de grandes produtores, não conseguiram converter esta riqueza em melhoria de vida para a sua população extremamente pobre. É o caso, por exemplo, da Nigéria, um dos gigantes na produção de petróleo.

Os dois estiveram na plataforma de Tupi para registrar os primeiros trabalhos na produção brasileira de pré-sal. Mas, antes estiveram em favelas de metrópoles como São Paulo e Rio de Janeiro e em bolsões de pobreza do Nordeste. "A idéia é mostrar se a descoberta de petróleo aqui terá um efeito diferente do que ocorreu na Venezuela, por exemplo. No Oriente Médio, há exemplos bons e ruins em diversos países. Mas, não creio que haja um caso exemplar no aproveitamento dessa riqueza",disse Abdallah.

Um dos exemplos de pobreza foi achado na rota do minério de ferro, no Pará. "É uma região muito rica, com bolsões extremamente pobres", disse. "De qualquer forma, a impressão é de que o Brasil está caminhando para um aproveitamento melhor do petróleo" I.T.

André.
Nelson Mandela seria considerado "terrorista" pelos padrões da imprensa e dos demo-tucanos brasileiros, porque lutou com armas, contra a ditadura racista da África do Sul

O herói da luta anti-Apartheid e primeiro presidente negro da África do Sul, Nelson Mandela, de 91 anos, participou na noite desta quinta-feira (11), no Parlamento sul-africano, da celebração do 20.º aniversário da sua liberação.

Das homenagens participaram diversos dirigentes do CNA (Congresso Nacional Africano), partido político de Mandela que continua vencendo as eleições até hoje, e era tratado como organização "terrorista" pela ditadura racista sul-africana.

O CNA fazia política com protestos e atos de desobediência civil, mas sem recorrer a luta armada até 1960. Passaram a recorrer às armas quando foram jogados na ilegalidade pela ditadura (para os negros) do apartheid, após o massacre de Sharpeville (21 de Março de 1960), quando a polícia sul-africana da ditadura racista atirou em manifestantes negros, desarmados, matando 69 pessoas e ferindo 180.

Em 1961, Mandela tornou-se comandante do braço armado do CNA, o chamado Umkhonto we Sizwe ("Lança da Nação", ou MK). Ele coordenou uma campanha de guerrilha e atentados (sabotagem) contra alvos militares e do governo.

Em 1962 Nelson Mandela tornou-se preso político por "subversão", por incentivar greves, entre outras coisas. Qualquer semelhança com Brasil da ditadura não é mera coincidência.

Em 1964 foi sentenciado novamente, dessa vez a prisão perpétua, por "terrorismo" (planejar ações armadas e sabotagem contra a ditadura do apartheid), tal como os brasileiros que lutaram contra a ditadura.

Recusando a oferta da ditadura racista de uma liberdade condicional em troca de desestimular a luta armada (Fevereiro de 1985), Mandela continuou na prisão e defendendo o combate, inclusive armado, à ditadura racista até Fevereiro de 1990, quando a campanha do CNA e a pressão internacional conseguiram que ele fosse libertado em 11 de fevereiro.

O CNA também foi tirado da ilegalidade.

Em 1993, o "terrorista" Mandela (pelos padrões da imprensa e dos demo-tucanos brasileiros), recebeu o Nobel da Paz.

Em Maio de 1994, o "terrorista" Mandela foi eleito presidente da África do Sul, na primeira eleição multirracial do país.

Zé Augusto.
Em busca de um escândalo

Por Carlos Bandeira

A terceira reunião da CPMI contra a Reforma Agrária já tinha terminado, no meio da tarde desta quarta-feira (10/2). Aí começou a guerra. Jornalistas com sede de sangue cercaram os parlamentares para fazer cobranças. Cadê o embate entre ruralistas e defensores da reforma agrária? E a quebra dos sigilos bancário, fiscal e telefônico das entidades dos trabalhadores assentados? A comissão não está muito morna? E a polêmica?

Em resumo: esperavam um espetáculo de mau gosto, que não aconteceu. Mesmo assim, quem ler os jornais terá um relato mais próximo do que aconteceu depois do encerramento da comissão.

Durante a sessão, o clima era outro. O relator Jilmar Tatto (PT-SP) apresentou uma proposta de aprovação de um bloco de 67 requerimentos, entre os 167 que foram apresentados pelos deputados e senadores. A proposta focava os requerimentos sobre questões administrativas, como a solicitação de documentos e de servidores públicos para compor a equipe do relator, e a convocação de pesquisadores da questão agrária, integrantes do governo e representantes das entidades de assentamentos.

Do lado dos ruralistas, houve pedidos para dar celeridade à investigação dos convênios e deixar de lado o debate sobre a questão fundiária. Do lado da reforma agrária, a defesa da discussão dos problemas estruturais do campo e da serenidade na investigação das entidades sociais. Apesar desses registros, não houve resistência dos parlamentares da CPMI, tanto que a proposta foi aprovada por unanimidade.

Não houve bate-boca nem exaltação. E os parlamentares elogiaram a proposta do relator. Onyx Lorenzoni (DEM-RS), vice-presidente da CPMI, segurou a turma dos ruralistas, mas não conseguiu impedir que aparecessem as suas diferenças. Durante a apresentação da proposta pelo relator, Lorenzoni saiu da mesa de condução dos trabalhos e foi até a terceira fileira passar orientações ao deputado Moreira Mendes (PPS-RO), que está entre os mais truculentos. No momento do debate, o deputado gaúcho fez sinal, com a mão espalmada, pedindo calma a Abelardo Lupion (DEM-PR), que simplesmente desistiu de se pronunciar...

No entanto, ninguém conseguiu acalmar os jornalistas que acompanharam a reunião. Eles demonstraram mais impaciência que os parlamentares ruralistas mais truculentos. Suas perguntas pareciam sair da boca de Lupion, que entrou mudo e saiu calado da sessão. Parece que CPI boa é aquela que gera manchetes e notícias de impacto - mesmo que não tenha nenhum resultado. Não importa o objeto em si, mas o impacto que pode criar na opinião pública. A repercussão é mais importante que os fatos.

Por isso, as reportagens denunciam que a CPMI está morna, com cheiro de pizza. Cobram a quebra de sigilo das entidades dos assentados. Assim, buscam criar um clima de impunidade na sociedade, incentivando cobranças de cabeças e escândalos, mesmo antes de começarem as investigações. Querem sangue, e quanto antes melhor. Até os ruralistas estão mais pacientes.

Requerimentos sobre desvios de verbas da CNA e suposta grilagem de Kátia Abreu

No entanto, a imprensa não faz menção aos requerimentos que pedem a investigação dos desvios da Confederação Nacional da Agricultura (CNA) e do Serviço Nacional de Aprendizado Rural (Senar), diagnosticados pelo Tribunal de Contas da União (TCU). Nada também sobre os requerimentos para investigar as terras tomadas de pequenos agricultores, em Tocantins, que foram para nas mãos da senadora Kátia Abreu (DEM-TO) – que mais uma vez estava ausente e deixou a CPMI órfã de mãe.

Podemos ficar bem tranqüilos. Se o Congresso Nacional conseguir manter o nível na execução das suas atividades, a imprensa vai pressionar como justiceiros e tomar uma posição mais conservadora que os parlamentares mais raivosos. Vamos esperar para ver nas próximas sessões dessa CPMI.
A imprensa mente, inventa,engana e manipula: Lula defende punição mais severa para corrupção e nega ter ficado chocado com a prisão de Arruda.

O Presidente Lula afirmou nesta sexta-feira que nãonão é vardade a notícia que a imprensa divulgou na noite de ontem em que ele teria ficado chocado com a prisão do governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda (ex DEM).

"Não fiquei chocado, fico chocado quando vejo as denúncias de corrupção, quando aparece o filme de Arruda recebendo dinheiro", disse Lula durante entrevistas a rádios de Goiás.

Lula disse ainda que a Polícia Federal não está mais disposta a fazer "pirotecnia" e defendeu a atitude de Arruda de se entregar. "Foi uma atitude correta de Arruda se apresentar, que sirva de exemplo para que a corrupção não se repita em lugar nenhum."

O Presidente disse ainda que encaminhou ao Congresso um projeto de lei que transforma crime de corrupção em crime hediondo. "Precisamos ser mais duros com a corrupção e com o corrupto e corruptor."

Sobre o pedido de intervenção federal no Distrito Federal, Lula afirmou que está nas mãos da Justiça. "Se a Justiça Federal decidir que haja intervenção, vai haver. Se não houver nenhuma acusação contra o vice Paulo Octácio DEM, é de direito que ele possa assumir e governar, o Presidente apenas espera que haja a decisão."

Se o Judiciário se manifestar pela intervenção, o governo federal "não terá dúvidas em colocar alguém para governar o Distrito Federal" disse Lula.

30Anos militante pelo Brasil.

O Partido dos Trabalhadores comemora hoje, 10 de fevereiro, o seu 30º aniversário de fundação, motivo de festa para milhões de brasileiros, entre filiados, militantes, simpatizantes e eleitores, que acreditam, apoiam e constroem um partido que se destaca no cenário político brasileiros na defesa das lutas sociais e populares mais importantes da nossa história recente.

Vários atos, manifestações e festas serão promovidas por diretórios estaduais e municipais pelo país afora e até mesmo no exterior.

As festividades oficiais de comemoração a tão importante data serão realizadas durante a realização do IV Congresso Nacional do PT que ocorrerá nos dias 18, 19 e 20 deste mês, em Brasília. Durante o Congresso, 1.350 delegados eleitos no último PED estarão reunidos para preparar o partido para mais um grande desafio: vencer as eleições de 2010 e dar continuidade ao projeto político iniciado pelo nosso presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Em artigo publicado nesta quarta-feira, o presidente eleito do PT,José Eduardo Dutra, e o presidente Ricardo Berzoini que deixa o cargo após quatro anos de gestão, exaltam a participação histórica do PT no processo de democratização do país e na construção de um Brasil melhor e mais justo para todos os brasileiros.

"Celebramos um partido democrático, popular e socialista que soube unir setores diferentes da esquerda democrática ", afirmam no texto.

Leia a íntegra do artigo:

PT, 30 ANOS MILITANTE PELO BRASIL

O PT completa hoje 30 anos. No dia 10 de fevereiro de 1980, gente das mais diferentes origens reuniu-se no colégio Sion, em São Paulo, para tomar a decisão que mudou a história política do Brasil. O PT na origem era um pequeno partido, com uma imensa vontade de crescer. O PT de hoje governa o Brasil, cinco Estados e mais de 500 prefeituras. Homenageamos todos os que tiveram a coragem de tomar essa decisão. Especialmente os que pagaram com a vida a determinação de lutar.

Três décadas construindo a democracia no Brasil, trajetória construída paulatinamente e marcada por luta pelos direitos sociais, defesa dos interesses nacionais, do desenvolvimento nacional e da integração latino-americana. No 30º aniversário, celebramos um partido democrático, popular e socialista que soube unir setores diferentes da esquerda democrática num projeto transformador da sociedade brasileira.

A ousadia de fundar um Partido dos Trabalhadores ocorreu num momento em que o sistema político bipartidário da ditadura estava esgotado, quando as lutas sociais, clamando por mudanças, exigiam novas opções partidárias. Sofremos críticas sobre supostas divisões no campo democrático, mas o tempo encarregou-se de confirmar a importância histórica do projeto do PT. Um partido que nasceu com um projeto de uma nova democracia política, oriundo das lutas sindicais e populares para construir um país justo e democrático, defensor de nossa soberania, de nossas riquezas e do interesse público.

A militância superou os desafios da montagem da estrutura do partido, enfrentando a legislação draconiana do governo militar. O partido cresceu de maneira orgânica e amadureceu até chegar à compreensão plena da importância estratégica das alianças, decisivas para quem quer realizar um projeto transformador.

Em sua trajetória histórica, como ente coletivo, o PT refletiu e mudou, mas nunca mudou de lado, como mostram as conquistas do governo Lula. Temos hoje 1 milhão e 300 mil filiados que acreditam no projeto e militam para que ele prossiga.

Um traço dessa história militante do PT é a capacidade de apontar para o partido e para a sociedade objetivos ousados, porém plausíveis. O crescimento do PT resultou de sua capacidade de construir suas teses a partir das lutas reais do povo. Como na Constituinte de 1987, uma pequena bancada de 16 deputados e nenhum senador se agigantou apoiada na mobilização popular.

Ao longo de sua trajetória, o PT soube usar essa característica para, com seus militantes, mobilizar e conquistar. Empunhamos bandeiras históricas, como a da luta pela terra, pela saúde, pela educação, pelo emprego, pelos direitos humanos, pela integração continental, pela defesa das minorias e contra a discriminação. Assim, superamos o dilema de ser partido de massas ou de quadros e nos fortalecemos como canal de representação e de participação de milhões de brasileiros.

Trinta anos de ampliação dos espaços de cidadania, rompendo com modelos populistas e com as fórmulas prontas -algumas importadas- para os problemas nacionais. Reinventamos o funcionamento do partido com as cotas de mulheres nas direções, os setoriais temáticos e as eleições diretas partidárias, o PED. O PT sempre valorizou o conceito de militância, grande insumo de nossa renovação.

Dessa forma avançamos, chegamos às prefeituras e aos governos estaduais, ampliamos as bancadas parlamentares e as bases sociais, até a vitória histórica de Lula em 2002. As grandes bandeiras de nossa luta foram materializadas no governo Lula, que colocou o Brasil no rumo da redução acelerada das desigualdades sociais e regionais, ampliando a renda interna, gerando um mercado de massas, criando empregos e políticas públicas transformadoras, arquivando a teoria do Estado mínimo, que tantos males causou ao Brasil.

O governo do PT mudou a imagem do país, levando-o a um novo patamar no cenário mundial. Lula é referência internacional.

Nossos militantes, com os partidos aliados, preparam-se agora para construir um programa que garanta as mudanças implementadas pelo governo Lula, aprovadas por mais de 80% da população, e apresente novas metas ao povo brasileiro. Desejamos consolidar o projeto democrático popular colocado em prática pelo governo Lula, mas aprofundando e acelerando os avanços conquistados.

Aos 30 anos, o PT olha para sua história com o orgulho de quem ajudou a construir a democracia e hoje lidera o governo mais popular da história do Brasil. Mas olhamos para a frente com a humildade de quem sabe que na política cada desafio vencido abre dezenas de novas responsabilidades.

Viva o PT!

José Eduardo Dutra é geólogo, ex-senador da República (PT-SE), ex-presidente da Petrobras, é o novo presidente do PT.

Ricardo Berzoini, 50, bancário e deputado federal (PT-SP), conclui hoje seu mandato de presidente do PT

Artigo publicado na coluna Tendências / Debates do jornal Folha de São Paulo, edição de 10/02/2010.

Na aberta campanha movida contra o governo Lula, intensificada nos últimos dias, ao mesmo tempo em que se empenha em ajudar a oposição, particularmente o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, o jornal dos Marinhos, O Globo, do Rio, não tem limites.

Diante da estratégia que será seguida pela candidata do presidente, do PT e aliados, Dilma Rousseff, de comparação entre os governos FHC x Lula na campanha eleitoral, o jornal apressou-se a fazer ele próprio esse trabalho. Claro que distorcendo tudo a favor dos tucanos e de FHC.
Na edição de ontem arrumaram vários "especialistas" para defender a tese do jornal e dos tucanos de que a comparação só pode ser feita se for levado em conta o "contexto" em que cada governo se desenvolveu e que portanto não deve ser feita se referindo-se a contextos diversos. Hoje utilizam a manchete "No mesmo campo", colocada na 1ª página, para dizer que "Lula não faz mais do que FH na reforma agrária".
Não é fato. Além de ter assentado 40 mil famílias a mais que o período FHC, na reforma agrária e na agricultura familiar, batemos de 10 a 0 nos tucanos, não apenas pelo aumento do crédito - multiplicado seis vezes, de R$ 2,5 bi no último ano de tucanato para R$ 15 bi atualmente - mas em todas as demais medidas atinentes às duas áreas.

Preso à sua sanha antigoverno, O Globo está atrasado em relação aos acontecimentos e consegue ser mais reacionário do que o Estadão. Enquanto este diz hoje que já estão em discussões mudanças "para retirar viés estatizante " do programa de governo de Dilma, o jornalão carioca diz que essa tendência está reforçada no futuro programa da futura administração.

Temos aí, então, O Globo em sua prática de jornalismo de mentira, de manipulação dos fatos e informações, fazendo política barata, de província, partidária, um jornal transformado em panfleto ideológico e num boletim de um grupelho político.

site: zé dirceu.

O Partido dos Trabalhadores e o Partido Socialista Brasileiro serão os partidos anfitriões da Sétima Conferência da Coordenação Socialista Latinoamericana (CSL), que será realizada nos dias 17 e 18 de fevereiro, em Brasília.

O evento ocorrerá nas dependências da Fundação João Mangabeira ( SHIS QI 05, conj. 02, casa 02 - Lago Sul ).

Confira a agenda da Conferência:

Quarta-feira, 17 de fevereiro

11h -13h - Credenciamento de delegados

14h - Abertura da Sétima Conferência da CSL.
- Palavras de boas vindas do PSB.
- Intervenção do Presidente e do Secretário Geral da CSL (ato público e com presença da imprensa).

15h -18h - Exposições e debate: A conjuntura latinoamericana e o papel do socialismo no século 21.

Quinta-feira, 18 de fevereiro

9h-12h - Exposições e debate: As experiências dos partidos socialistas nos governos e em sua luta pelo socialismo.

12h - Análise da situação orgânica e estatutária da CSL e designação de sua Direção.

Presenças confirmadas:

Argentina: Ruben Giustiniani, Secretário Geral do Partido Socialista Argentino

Brasil: Roberto Amaral, 1o. Vicepresidente e Coordenador de Relações Internacionais do PSB; Carlos Siqueira, 1o. Secretário Nacional e Presidente da Fundação João Mangabeira; Yara Gouvêa, membro da Secretaria de Relações Internacionais do PSB e da Fundação João Mangabeira; Adriano Sandri, membro da Fundação João Mangabeira; Marco Aurélio Garcia, Vicepresidente do PT; Valter Pomar, Secretário de Relações Internacionais do PT, Rosana Ramos, PT.

Chile: Dep. Fidel Espinoza Sandoval, Vicepresidente do PS; Concejal Juan Valdés, Vicepresidente do PS.

Equador: Silvia Salgado, Presidente do Partido Socialista-Frente Amplio; Victor Granda, Dirigente Nacional do PS-FA, Ex-Presidente e Ex-Secretário Geral da CSL; Hernán Rivadeneira, Ex-Secretário Geral da CSL; Carlos Pastor , Secretário Executivo do PS-FA; Germán Rodas, Secretário Geral da CSL.

Uruguai: Eduardo Lalo Fernández, Secretário Geral do Partido Socialista Uruguaio.

Convidados confirmados:

Brasil: Ricardo Abreu, membro da Comissão Internacional do PCdoB.

Equador: Manuela Gallegos, Coordenadora Internacional do PAIS.

Peru: Hilda Carrera, Área internacional do Tierra y Libertad.

República Dominicana: José Oviedo, do PLD.

SRI/PT

O Brasil está pronto para um novo ciclo de crescimento, afirma Lula.


O Brasil está com a casa arrumada, pronto para um novo ciclo de crescimento. A meta agora é terminar o ano com a certeza de que o projeto terá continuidade a partir de 2011, afirmou o presidente Lula em entrevista exclusiva por escrito à revista Voto, do Rio Grande do Sul, publicada na edição de fevereiro de 2010.

Segundo ele, a comparação de projetos estará presente na cabeça dos brasileiros quando eles forem escolher o seu sucessor nas eleições presidenciais deste ano e, na hora certa, “o eleitor vai saber quem tem mais afinidade com o projeto que está dando certo e quem não tem”.

"Tenho convicção de que fizemos muita coisa neste País. (…) Eleição é avaliação do governo, avaliação da oposição, dos partidos, dos candidatos, dos aliados e dos projetos para o país. Tudo isso tem um peso na cabeça do eleitor na hora de decidir o voto", afirmou o presidente.

Para Lula, o Brasil vive um momento extraordinário e pronto para um novo ciclo duradouro de crescimento acelerado. Graças ao PAC, afirmou, o País foi destravado. E uma das grandes responsáveis por isso, afirmou, é a ministra da Casa Civil, Dilma Roussef, que ajudou o governo a criar as condições necessárias para todos os avanços obtidos – principalmente quando comandou o Ministério de Minas e Energia.

A oposição, afirmou Lula, já deixou claro que não concorda com o projeto construído para o País. Então terá que dizer o que pretende mudar, avaliou:

"Eles vivem dizendo que o governo gasta muito, que precisa fazer choque de gestão. Onde vão cortar? Vão suspender a política de ganho real para o salário mínimo? Vão deixar de ouvir a sociedade nas conferências? Vão interromper a expansão de vagas em universidades para os mais pobres e os que moram no interior do país? Vão proibir a criação de escolas técnicas, como já fizeram? Vão diminuir as equipes de prevenção da saúde das famílias? Vão manter o Prouni, o Bolsa Família, os Territórios da Cidadania, o Minha Casa Minha Vida? Vão voltar a proibir o financiamento de obras de saneamento básico?"

"(…) Será que eles vão manter tudo ou vão voltar a falar que precisa privatizar, porque o governo só atrapalha e quem sabe fazer tudo é o setor privado? Porque, se for para manter como está, é melhor que seja com quem já está tocando os projetos e sabe como a coisa funciona", disse.

O presidente defendeu ainda uma Assembléia Constituinte exclusiva para tratar da reforma política. Só assim será possível vencer a resistência da maioria dos parlamentares, que “fica com medo de perder sua influência política com as novas regras”. O mesmo acontece com a reforma tributária, afirmou Lula.

"Todo mundo é a favor até aparecer o texto que vai a votação. Aí, um governador é contra uma parte, outro é contra outra parte, uma bancada quer colocar uma proteção aqui, outra quer tirar um incentivo ali, e ninguém chega a um acordo. A verdade é que todo mundo quer reduzir a carga tributária, mas ninguém quer correr o risco de perder receita. Então, espero que haja um amadurecimento dos parlamentares, dirigentes de partidos e governadores para termos condições de avançar mais nessas duas questões na próxima Legislatura".


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